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Extensão

Atualizado em 17/11/16 15:02.

A Política Nacional de Extensão é pactuada pelas Instituições de Ensino Superior integrantes do Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras. Ela está expressa no Plano Nacional de Extensão, que define como Diretrizes para a Extensão Universitária a indissociabilidade com o ensino e a pesquisa, a interdisciplinaridade e a relação dialógica com a sociedade.

Segundo a Resolução CONSUNI 001/2000/UFG, Extensão Universitária é o momento em que a universidade sistematiza, apoia e acompanha as ações que visam sua integração/interação com os serviços prestados à população, por meio de políticas públicas nas áreas de saúde, educação básica, zoneamento urbano, habitação popular, etc.

São objetivos da Extensão na Universidade Federal de Goiás, dentre outros, promover a inserção da UFG no processo de desenvolvimento da Região Centro-Oeste; a articulação e integração entre extensão, ensino e pesquisa nas várias áreas objetivando abrir espaços para uma reflexão rigorosa com apresentação de alternativas para solução dos problemas da comunidade; interagir/integrar com os serviços prestados à população através das políticas públicas e apoiar/implantar Programa de Ensino à Distância/Educação Continuada.

Tendo como pressuposto regimental a formação assentada no tripé Ensino – Pesquisa – Extensão, a UFG tem construído, desde sua fundação, uma história de ações de extensão universitária, marcadamente na área da Saúde. Ainda na década de 1960 a Universidade Federal de Goiás iniciou projeto de Internato Rural com a presença dos acadêmicos de Medicina no último período do curso atuando em regiões fora da capital e do próprio estado. As atividades foram desenvolvidas na cidade de Picos, localizada ao sul do Piauí, onde a UFG manteve um Campus Avançado durante vários anos. A supervisão era efetuada por docentes da UFG e havia supervisão local por profissionais de saúde do próprio município. Participaram deste processo de parceria os cursos de enfermagem, jornalismo, odontologia e, nos anos 1970, a nutrição. Esta experiência traduz a primeira ação acadêmica sistematizada da FANUT/UFG.

Em Goiânia, o ano de 1968 marcou o surgimento de novas experiências, com projeto de desenvolvimento de comunidade (Projeto Kellog), sediado em um dos bairros da então periferia urbana. Na mesma época, o Projeto Nerópolis (município vizinho da capital), ensaiava a organização de um sistema municipal de saúde, com base na participação popular. Neste também foi marcante a participação da UFG por meio dos cursos da área de saúde, e com a entrada do curso de Nutrição a partir dos anos 1980.

Em 1971, a partir de uma demanda específica (Doença de Chagas), foi iniciado novo projeto de interiorização, no município de Firminópolis, situado a 120Km de Goiânia. Este acabou evoluindo de um Centro Rural Universitário (CRUTAC) para um Campus Avançado, em funcionamento até os dias atuais e que se ampliou para o município vizinho de São Luís de Montes Belos. Nestes locais, já atuaram em conjunto acadêmicos dos cursos de Medicina, Enfermagem, Farmácia e Odontologia. A Nutrição esteve presente neste espaço de extensão universitária em parte dos anos 1980.

Em momento imediatamente posterior, a Faculdade de Medicina, e posteriormente as Faculdades de Enfermagem, Nutrição, Odontologia e Farmácia (décadas de 1980 e 1990) passaram a exercer importante atividade em outro Campus Avançado criado na cidade de Porto Nacional (hoje estado do Tocantins) em projeto funcionou ininterruptamente até o ano 2000.

O curso de Nutrição, após as experiências bem sucedidas no Campus Avançado de Porto Nacional e Firminópolis, optou por realizar suas atividades curriculares referentes à prática em Saúde Pública apenas na periferia de Goiânia, onde vem, desde então, trabalhando em parceria com as Secretarias de estado da Saúde e Educação e Secretarias Municipais da Saúde e da Educação. Neste contexto, leva alunos do segundo ao décimo semestres para atividades relacionadas à atenção básica em nutrição e saúde.  

Atualmente, a área de Saúde Pública, por meio de ações relacionadas a disciplinas e a projetos de pesquisa e extensão, desenvolve inúmeras ações para além deste universo da saúde & educação, incluindo ações de ensino (educação permanente para diversos segmentos, dentre os quais os agricultores familiares, merendeiras, professores, portadores de diferentes patologias, dentre outros), pesquisa (tendo como foco os grupos sociais, e a possibilidade de realizar estudos que se traduzam em benefícios reais para indivíduos, famílias e sociedade) e a extensão (que se realiza em bairros periféricos, levando ações relacionadas à nutrição e a responsabilidade social e também que se realiza na própria FANUT/UFG, com o chamamento de setores da sociedade para atividades cujo interesse envolve publico especifico).

Por fim, a Faculdade de Nutrição conta com uma Coordenação de Ações de Interação com a Sociedade, cuja gestão inclui o cadastro de ações e a certificação das mesmas, na forma de ações, projetos e eventos de extensão.

Desta forma, é possível concluir que a FANUT/UFG tem historicamente construído uma extensão de grande visibilidade social e cujos resultados permitem supor que há uma forte relação multiprofissional e interdisciplinar, com benefícios para todos os envolvidos neste processo.

   

Estelamaris Tronco Monego

Professora Associada N4 – FANUT/UFG

Setembro de 2013

 

 

EXTENSÃO E CULTURA NA UFG

 

EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA

 

No âmbito da UFG a extensão universitária é o processo educativo, cultural e científico que articulado ao ensino e à pesquisa, de forma indissociável, viabiliza a relação transformadora entre a Universidade e a Sociedade. Os cursos ou outras ações de Extensão devem ser planejados para beneficiar pessoas que não tenham ligação direta com a Universidade.

 

No seu programa de extensão (PROEXT), criado em 2003, a UFG vem apoiando iniciativas governamentais, não governamentais ou particulares que tenham como princípio a inclusão social, a busca de alternativas visando à melhoria da condição de vida de todos, reconhecendo a diferença entre ações paliativas, que se destinam a atender situações críticas e emergenciais, e ações voltadas para soluções definitivas dos problemas, não assumindo, no entanto, como sua a responsabilidade única pela solução desses problemas.

 

A extensão tem pautado suas ações por três grandes objetivos:

 

(a) integrar ensino e pesquisa na busca de alternativas, visando apresentar soluções para problemas e aspirações da comunidade;

 

(b) organizar, apoiar e acompanhar ações que visem à interação da universidade com a sociedade, gerando benefícios para ambas; e

 

c) incentivar a produção cultural da comunidade acadêmica e comunidades circunvizinhas.

 

Sistematizadas na forma de cursos, eventos, prestação de serviços, projetos e programas, as ações e suas produções acadêmicas devem ter seus resultados considerados no planejamento e na tomada de decisões da UFG nas áreas de ensino, pesquisa e extensão.

 

Na UFG existem recursos destinados à extensão, advindos de 2% do orçamento, além de convênios externos estabelecidos pela participação em editais públicos. A instituição oferece centenas de bolsas para alunos vinculados às ações de extensão, no Programa de Bolsas de Extensão e Cultura, PROBEC, criado pela UFG em 1997, cujo objetivo é apoiar a realização de Ações de Extensão e Cultura que sejam autossustentáveis e que apresentem relevância acadêmica e social.

 

O valor da bolsa se equipara à bolsa de iniciação científica PIBIC. Oferece também o Programa de Voluntariado – PROVEC – no qual alunos são selecionados para atuarem voluntariamente nas ações de extensão e cultura.

 

O PROEXT foi instituído pelo decreto de lei nº 6.495, de 30/06/2008 e o Decreto nº 7.416, de 30/12/10 - Regulamenta os art. 10 e 12 da lei nº 12.155, de 23 de dezembro de 2009, que tratam da concessão de bolsas para desenvolvimento de atividades de ensino e extensão universitária.

 

As Ações de Extensão e Cultura na UFG e o Programa de Bolsas de Extensão e Cultura - PROBEC são regulamentados pela Resolução CONSUNI Nº 003/2008, que revogou a Resolução CONSUNI Nº 001/2002 de 25 de janeiro de 2002.

 

CADASTRAMENTO DE PROPOSTAS

 

Os coordenadores de ações de extensão e cultura cadastram “on line” as propostas através do Sistema de Informação de Extensão e Cultura. Este sistema, SIEC, oferece aos extensionistas ferramentas para gerenciamento, como: controle de pessoas beneficiadas, inscrições, envio de resumos no caso de eventos, emissão de certificados e construção de página na internet. As ações aprovadas nas unidades acadêmicas e registradas no SIEC ficam abertas à consulta na página da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (www.proec.ufg.br).

 

DIVULGAÇÃO DOS PROJETOS OU ATIVIDADES DE EXTENSÃO E CULTURA

 

A divulgação pode ser feita através do jornal da UFG, editado pela assessoria de comunicação da UFG (ASCOM) ou material gráfico que pode ser solicitado à PROEC, desde que a ação esteja cadastrada. Poderá ainda ser feita mediante construção de página, modalidade para qual a PROEC oferece ferramentas específicas.

 

EQUIPE DA CÂMARA DE EXTENSÃO E CULTURA

 

A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFG conta com o pró-reitor, conselheiros com representações da regional Catalão, Goiás e Jataí e a maioria de Goiânia, além de conselheiros estudantis, todos da regional de Goiânia.

 

COORDENAÇÃO DAS ATIVIDADES DE EXTENSÃO (CAEX)

 

A CAEX de cada unidade acadêmica é composta por docentes que têm a competência de apreciar, acompanhar e avaliar as ações de extensão e cultura, observando, conforme a ação, se os itens listados abaixo estão contemplados, no todo ou em parte:

 

  • Conteúdo técnico e/ou artístico

  • Período para execução

  • Carga horária dos participantes

  • Público beneficiado

  • Participação de servidores e discentes

  • Transferência de tecnologia e conhecimentos

  • Relevância social e atendimento a demandas da sociedade

 

A CAEX da Faculdade de Nutrição é composta por duas docentes, porém, está em tramitação a proposta de composição de uma Comissão de Extensão, contemplando no mínimo três docentes.

 

Os projetos de extensão da FANUT estão inseridos nas quatro principais áreas de atuação do profissional nutricionista: nutrição básica e alimentos, alimentação coletiva, nutrição clínica e saúde pública.

 

CULTURA NA UFG

 

A Política Cultural da UFG propõe-se a fortalecer e combinar as potencialidades da instituição com as demandas da sociedade, ampliando parcerias/intercâmbios com as secretarias de cultura e instituições ligadas à cultura local, regional, nacional e internacional, visando à valorização e divulgação das populações que produzem e vivem suas manifestações culturais e à consequente superação de desigualdades sociais.

 

Os objetivos da Política Cultural da UFG são:

 

  • Consolidar o papel da Universidade como agente cultural

  • Transformar a UFG em um centro de referência e excelência cultural

  • Incentivar a extensão e a pesquisa cultural na UFG

  • Ampliar o intercâmbio cultural entre a UFG e a sociedade

  • Contemplar a diversidade cultural e artística brasileira

  • Colaborar com o desenvolvimento cultural do Estado de Goiás como instrumento de construção da cidadania.

 

Rede de Apoio à Coordenadora Geral de Cultura: Rede Órion, Cine UFG, Centro Cultural, Música no campus, Revista UFG, Casa Projetos Sociais

 

IMPORTANTE

 

Acesse o site http://www.proec.ufg.br para maiores informações sobre:

Conselheiros da Câmara de Extensão e Cultura

Documentos e Formulários

Editais e Prêmios- Programa de Extensão e Cultura Extensão Universitária e Política cultural

 

Texto escrito pela profa Dra Liana Jayme Borges e colaboração da profa Dra Márcia Helena Sacchi Correa (Coordenadora das Atividades de Extensão da FANUT)

 

Julho, 2016

 

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